Dimensões: corpo da inscrição 1,m072x0,29x0,23; altura do capitel, 0,m47; altura das letras 0,m06 a 0,m9; altura da sapata enterrada, 0,m35.
Esta ara já deu entrada no Museu Etnológico de Lisboa.
Foi a segunda que remeti. A primeira, estava no adro da Igreja de Rubiães, servindo de pilastra (!) num lance de escadas para a torre.
Também continha uma inscrição, que foi examinada, in loco, pelo nosso distinto arqueólogo sr. dr. J. L. de Vasconcelos, o qual a interpretou assim:
Não devo deixar sem registo os bons ofícios do sr. dr. Ribas, para que a ara de Lizouros fosse subtraída à acção destruidora do tempo e do camartelo boçal, dando entrada no referido Museu.
ESTE concelho, que em tempos remotos se chamou- terra de Coyra - e depois - julgado e concelho de Frayão, era conhecido, antes da criação da comarca, por - Concelho e julgado de Coura, conforme se tratava dele administrativa ou judicialmente.
Nos primeiros tempos da monarquia, foi circunscrição judicial muito mais extensa do que agora, porque abrangia os concelhos de Coura, de Valença, Couto de S. Fins e uma pequena parte de Monção: constituía o - julgado de Frayão.
Desde D. João I é que mais insistentemente se lhe chamou concelho, não perdendo, contudo, a denominação de - terra de Coyra.
- ↑ Nas «inquirições reais» desde D. Afonso II até D. Dinis, juigado era sinónimo de - concelho, terra ou termo, que tinha juiz. Até 24 de Outubro de 1854 todos os concelhos eram julgados. Desde então, concelho e julgado são circunscrições diversas, com autoridades difcrentes. O concelho tem administrador, câmara, escrivão de Fazenda, recebedor, etc.; e o julgado tem juiz ordinário, sub-delegado, contador, escrivães, tabeliães, etc.