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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/7

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Este fetichismo bom por uns nadas, sem nome, sem importância, que me cercavam o berço, foi ela - a minha terra - que o criou no meu espírito.

Paredes de Coura!

Saúdo-te! na tua caminhada para o futuro, porque vais entrajada de galas e alumiada pelo sol do progresso, que vejo esbater-se na linha sinuosa das tuas estradas, nos beirais dos teus novos edifícios e até no espelho das tuas águas de cristal.

Tens feições novas, mais alegres, mais sadias, mais da moda.

Já te disseram um deserto, por ventura um covil: e contudo entraste no banho lustral das modernas conquistas, para te purificares de vícios passados.

Caminha, pois!...

O AUTOR

Ao Leitor

NUNCA tive, nem posso ter a pretensão de ser literato ou escritor, e, menos ainda, de erudito. Mas, pelo que quero à minha terra e pelo que devo aos meus conterrâneos, tentei esboçar a actualidade de Paredes de Coura e arquivar, neste livro, algumas notícias do seu passado[1] para não se obliterar, de todo, da memória dos presentes.

Conheço, como poucos, o viver, as circunstâncias e condições de existência da população local, assim como os terrenos, cultivados e incultos, deste retalho do Alto Minho, suas comunicações, comércio, indústria, instrução, estradas, rios, montes, etc.

O ressurgimento deste concelho para a vida moderna, data de há 30 anos.


  1. No «Archeologo Portuguez», vol. XI, fl. 135, escreveu, muito judiciosamente, o distinto arqueólogo Sr. Dr. Félix A. Pereira: «... sendo tão imperiosa a necessidade de salvar do olvido a lembrança fugitiva de coisas do passado.»