(1826-1828), já nos aparecem, em 1834, ocupando os seus antigos lugares de confiança e até de eleição.
Daqui é lícito inferir, que tinham abraçado a nova ordem de coisas.
Serenados os espíritos e amortecido o fogo das paixões políticas, restabeleceu-se, por completo, a ordem e tranquilidade públicas, sem derramamento de sangue, nem vindictas populares.
Em 1846, o movimento da - Patuleia - é que, segundo penso, se repercutiu aqui com certa vivacidade.
De facto, a casa do Outeiro, tão prestigiosa nos negócios públicos do concelho, desapareceu da representação municipal, bem como o secretário Bento José Gonçalves Pereira.
Assim é que, desde a sessão camarária de 2 de Maio de 1846, até 17 de Junho de 1847, em que, por Alvará do Governador Civil de Viana do Castelo, expedido de Caminha, foi dissolvida a vereação que tomou o lugar daquela em que preponderava a referida casa do Outeiro, esta afastou-se da sua habitual interferência directa nas coisas do município e da administração do concelho.
Os seus mais distintos membros, - Miguel d'Antas, José Joaquim d'Antas e António d'Antas -, foram votados a um ostracismo temporário.
Que houve de anormal, durante este curto intervalo da revolução do Minho?
Apenas pude averiguar, que, em 2 de Maio de 1846, era Presidente da Câmara - Francisco Luiz Vieira Machado e vereadores - José Brandão Pereira de Castro, José Joaquim d'Antas Bacelar e Barbosa e António d'Antas Bacelar e Barbosa; e que em 6 de Junho, do mesmo ano, aparece, como presidente, Francisco António Pereira Varajão, e vereadores - João Luiz Pereira Soares, Francisco António d'Antas Montenegro, José Thomaz Gachineiro e António José Barbosa da Cunha.
Administrador, interino, foi António Telmo de Meneses Montenegro.
A 17 de Maio, deste ano, dissolvida esta Câmara, foi nomeada uma comissão, constituída, precisamente, pelos indivíduos que compunham aquela corporação.
O Governador Civil era Gaspar d'Azevedo Araújo e Gama.
Para secretário da Câmara, em substituição de Bento José Gonçalves Pereira, - criatura da casa do Outeiro -, foi nomeado Bento José Alves de Faria.
Em 21 de Setembro, deste mesmo ano, procedeu-se à eleição municipal, e os membros daquela casa continuam fora da cena política.
Chega, porém, o dia 17 de Junho de 1847, e é dissolvida a Câmara, sendo já administrador do concelho - Miguel d'Antas Bacelar e Barbosa.
Foi nomeada outra comissão, para tomar conta dos negócios municipais, na qual entraram: - António d'Antas Bacelar e Barbosa - irmão do administrador -, António José Pereira d'Oliveira, Francisco Joaquim Pereira, José Thomaz Gachineiro e Manuel José Rodrigues.
O Alvará da nomeação desta comissão, ainda foi expedido de - Caminha.
Na sessão camarária de 17 de Julho, o secretário, que já era Bento José Gonçalves Pereira, por haver sido reintegrado, requereu um exame directo nos livros das actas durante o período setembrista, ao qual se procedeu logo,