verificando-se que eles estavam viciados e que a comissão anterior começara a funcionar sem nomeação.
Deu-se conhecimento do ocorrido ao magistrado do M. Público.
Entretanto, pela sessão de 7 de Outubro, deste mesmo ano (1847), a propósito da criação de uma multa para aqueles que continuassem a ir à feira d'Antas, na freguesia de Rubiães, que tinha sido extinta, reconhece-se que no concelho tinha havido - «anarquia e dissolução social»[1].
Depois da Patuleia, tiveram os Cartistas decidido apoio na casa do Outeiro e no secretário da Câmara, o já mencionado Bento José Gonçalves Pereira.
Este facto explica, satisfatoriamente, o ostracismo temporário, a que estiveram condenados os membros daquela casa, durante a revolução da Maria da Fonte.
Em 12 de Fevereiro, de 1849, o Directório Cartista dirigia a Bento José Gonçalves Pereira esta carta:
«Ill.mo Snr. Tendo o Centro Director Cartista resolvido crear as diversas Commissões, que em harmonia com os principios do mesmo Centro estabelecidos devem desde já começar os seus trabalhos; e tendo igualmente examinado as qualidades de que V. Sª é dotado e que o tornam digno a todos os respeitos de coadjuvar os trabalhos do mesmo Centro: resolveu dirigir-se a V. Sª para o convidar a ser membro da Commissão filial do Concelho de Coura, de que é Presidente o Ill.mo Snr. Miguel d'Antas Bacelar Barbosa.
O Centro Director espera que V. S.ª se prestará a este novo serviço ao partido Cartista e que de intelligencia com o mencionado Presidente começarão desde já os seus trabalhos.
Aproveitamos esta occasião para nos confessar com a maior estima e consideraçaõ
[2].
Em conclusão, vê-se que no concelho houve setembristas e cartistas, sendo a casa de Outeiro sectária destes últimos.
Damos, a seguir, dois mapas, indo num, tarifados os géneros no período da implantação do regime liberal, desde 1833-1838, e noutro, a tarifa de 1838, para o efeito do lançamento das côngruas.
--imagem--
Tarifa dos géneros, em 1837, pela média dos últimos cinco anos