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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/89

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dr. Custódio José Vieira, distinto advogado e considerado homem político. Que pretendia o Visconde do dr. Custódio José Vieira?


--imagens--

Visconde de Mozelos

Dr. Albano A. Barreiros d'Oliveira

José Joaquim Gomes


Fazê-lo interessar, a nosso favor, na solução do pleito - a criação da comarca.

Assim aconteceu.

E o dr. Custódio José Vieira, que, a princípio, era, apenas, procurador estipendiado, tomou calor, fez sua a nossa pretensão e defendeu-a à autrance.

A sua solicitude e dedicação na remoção das dificuldades e atritos, que surgiam, de toda a parte, merece registo distinto.

O seu prestígio pessoal, que era muito, e a sua cotação política, que era indiscutível, tudo ele pôs ao serviço da nossa causa.

As comarcas, a criar, eram poucas, e as reclamações locais eram muitas, e multiplicavam-se dia a dia.

O ministro via-se assoberbado.

Era indispensável jogar o último bote.

Então, o eminente causídico, numa intransigência, que só pode permitir-se quem tem verdadeiro mérito e autoridade, formulou ao titular da justiça este dilema: ou a comarca para Coura, ou - a rejeição do lugar de Director Geral das Contribuições Directas, para que querem nomear-me[1].

Que isenção! Pôr em jogo o cargo de Director Geral, para fazer valer a causa, que perfilhara!

***

Custódio José Vieira vence, e nós com ele.

O Decreto de 15 de Setembro, de 1875, criando a comarca de Paredes de Coura, é, pois, o título bem querido da nossa autonomia judicial.

A comarca foi inaugurada no dia 4 de Dezembro, de 1875, instalando-se no antigo Paço do Concelho, onde funcionará, até ali, o tribunal do extinto julgado.


  1. «Jornal de Coura», n.º 21, de 19 de Abril, de 1896, de que eram redactores o P.e Manuel J. de Figueiredo e Bernardo Chouzal. Houve outra edição, com o mesmo título, mas com outros redactores. Nesta, não vem o respectivo artigo.