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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/91

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De facto, moirejam na terra, noite e dia, sem horas regulamentares de trabalho, desde o alvorecer até de noite, arrostando com as inclemências do tempo, sacrificando-lhe a saúde, a vida e às vezes, a família; e, depois, vem «uma hora faltosa», como lhe chamam, em que o preceito legal, fabricado nos gabinetes, atapetados e de chaises longues, de ministros ou deputados, que desconhecem, em absoluto, o viver das populações rurais, não é acatado.

Conclusão: o agricultor ou lavrador, é arrastado ao tribunal, sai de lá marcado com o estigma de - criminoso -, inscrito no boletim, e depois... paga as custas com a propriedade, cujo amanho, guarda e defesa, foi a origem primária do nefando crime.

Diz-se que, nas classes abastadas, a criminalidade é menor.

Que admira?!

A luta pela vida -a luta quotidiana, intensa, esmagadora- é que, muitas vezes, faz desatar em excessos, ralhos e bulhas, que a riqueza - o capitalismo - não conhece, porque... nunca mediu, nem contou, nem provou as migalhas com que os mártires agrícolas se enganam a fome e a dos filhos.

Entretanto, o nosso lavrador é honesto, respeitador das autoridades e pontual no cumprimento dos seus contratos.

A comarca tem 21 freguesias e 3 juizos de Paz.

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Para esclarecer o movimento criminal da comarca, e o movimento do seu pessoal, apresento, a seguir, alguns quadros.

--imagem--

Quadro dos Juizes de direito desde a installação da Comarca até 1905