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Página:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf/23

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ultima que en devia passar em Genova, pois que a fragata se fazia a vèla ao outro dia. Certos arranjos relativos à minha sahida não derão lugar á que accompanhasse Alfrede ao bayle como era o meu costume. Mas prometti que o havia de ir procurar.

Quando me vi libre foi ao ìmyle á buscar Alfrede. Errei nos salòes alé que cançado com a vista dos mascaras, aturdido pela vozeria , assombrado com a luz das alampadas, retirei-me, com o meu humor contemplativo , para o portico á contemplar a vista de fóra , sobre a qual a lua parecia difundir hum suave socego. Fiquei alguns momentos envolto na meditação , mas brevemente dois mascaras se approximarão de mim , e eu reconheci o singular corte, e a cor dos disfarces que já observára no bayle antecedente.

Era evidente que fugião da turba. Achava-me em lugar do qual não podia sahir sem interromper o colloquio , e ficando , havia muito á apostar que ouviria a conversação. Mas a minha consciencia persuadindo-me que o segredo não encontraria senão o ouvido d՚hum amigo , preferi de dois males o menor , e conservei-me escondido na sembra do portico. A jovem senhora encostava-se com amor sobre o braço do companheiro , ao qual se dirigia com voz enternecida. No principio eu não percebia senão frases interrompidas, e accentos queixosos. Ella alludia ás cartas d՚Inglaterra de que eu lhe tinha fallado no dia antecedente.