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Página:O Selvagem (Senado Federal).pdf/211

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curso de lingua tupí viva ou nhehengatú
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— Intimahã
Não ha
pitúna;
noite;
ára
dia ha
ãnhũ.
somente.
— Cẹ
Meu
rúba
pai
orekọ́
tem
pitúna.
noite.
Rẹkẹ́ri
Dormir
putári
queres
ramé
se
cẹ
eu
irúmo
com
remundú
tu mandes
piạ́mo
buscar
ahé,
ella,
paraná
rio
rupí.
pelo.
Ahé
Elle
ocenõĩ
chamou
muçapi̙ra
os tres
miaçúa;
vassallos;
xẹmirẹcó
sua mulher
omundú aitá
mandou-os
i
de seu
rúba
pai
ọ́ca
casa
píri,
á
oçọ́
irem
opiámo
buscar
arãma
para
iepé
um
tucumã[1]
de tucumã
rainha.
caroço.
Aitá
Elles
oci̙ka
chegaram
ramé
quando
Boia-Uaçú
da Cobra Grande
ọ́ca
casa
upé,
em,
quahá
esta
omehẽ
deu
aitá çupé
lhes
oiepé
um
tucumã
de tucumã
rainha,
caroço,
oiucikináu
fechado
rẹtẹ́,
perfeitamente,
onhehe:
e disse:
— Kuçukúi ãna;
— Aqui está;
rẹraçọ́;
levai;
tenhẽ,
eia
curi pe
não o
pirári!
abrais!
Pepirári
Abrirdes
ramé
se o,
pecanhima curí.
vos perdereis.

  1. O tucumã é uma linda palmeira espinhosa que cresce nos valles do Amazonas e Prata. Seu côco, de um vermelho côr de laranja brilhantissimo, serve de alimento aos selvagens, que com a sua pôlpa preparam um succulento mingão, de sabor agradavel, mas indigesto.