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Página:O Selvagem (Senado Federal).pdf/223

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curso de lingua tupi’ viva ou nhehengatu’
177
rẹcẹ́
por (porque)
xa
eu
ikọ́
estou
cẹ
de minha
i̙uá
de fruta
i̙ua
arvire
ui̙rpe.»
embaixo.»
Reti̙ri̙ca,
Retira-te,
iautí,
jabuti,
curumú
senão
xa
eu
pirú
pizo
indẹ́.
vocé.
— Rẹpirú!...
— Piza!...
rẹ
tu
mahẽ
veres
arãma,
para,
inẹ́
se tu
nhũ
será
és
apgáua!»
macho!»
Tapiíra,
Anta,
iurúparí,
jurupari[1]
opirú
pizou
iáutí
jabuti
teté.
coitado.
Tapiíra
Anta
oçọ́
foi
ãna.
embora.
Iáutí
Jabuti
quaí
asssim
onhehẽ:
disse:
— Tenupá,
— Deixa estar,
iúruparí;
jurupari;
amãna
da chuva
ára
o tempo
ramé
quando
curí
fôr
xa
eu
cẽmo,
saio,
xa
eu
çọ́
vou
nẹ
em teu
racaquẹ́ra
encalço
mamé
onde
catú
até
ха
eu
uácẽmo
encontrar
ndẹ́;
você;
xa
eu
mehẽ
darei
curí
indẹ́
você
arãma
á
rẹiúti̙ma
de me enterrares
recuiára,
o troco,
ixẹ́.»
eu.»
Amãna
Da chuva
ára
o tempo
oci̙ka ãna
chegou
iáutí
o jabuti
ocẽmo
tirar
arãma.
para.
Iautí
Jabuti
ocẽmo
sahio
oçọ́
foi
ã́na
embora
iúrupari
do jurupari
uaçú
grande
racaquẹ́ra.
atraz.
Oiúiúantí
Encontrou-se

  1. Juruparí é o espirito que entre os selvagens corresponde mais ou menos ao nosso demonio judaico, sem ser tão perverso como este.