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Página:O Selvagem (Senado Federal).pdf/53

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parte synthetica
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Tanto um como outro é seguido da particula — tahá Quem está ahi: auá tahá oiko ápo? O que você está fazendo: mahã́ tahá remunhã re iko? O que você vio por ahi: maha tahá re mãẽ rupi? Os interrogativos de tempo, lugar, numero, occasião, razão, são os seguintes: mairamé, quando; mamé, onde; mũíra, quantos? maí, como; mahá rêcê, por que. Quando você vem? mairamé tahá re iúri? Quantos remeiros vieram? Mũíre iapucuiçára oúri? Como te chamas? Maí tahá ne rera?

11. Do comparativo e superlativo. — O comparativo forma-se com a posposição pi̙re. Pedro é melhor do que João, Pedro catu pi̙re João çuí — litteral: Pedro é bom mais João de. O superlativo forma-se com a posposição ètê, a qual toma r quando é antecedida de vogal; bonito, pọranga; muito bonito, pọranga retê.

12. Do augmentativo e diminutivo. — Os adjectivos turucu, grande, e mirĩn, pequeno, são de um uso muito frequente nesta lingua. Este turuçu em composição perde a primeira syllaba e fica açú ou uaçú, assim: peixe, pirá; balêa, piráuaçú; mar, pará; oceano, paráuaçú. Este nome passou para muitos de logares e plantas na lingua brazileira, assim: Taquara, Taquaraçú. O diminutivo é mirin; maracujá-mirin, maracujá pequeno; rio grande, paraná; os canaes do rio grande que ficam apertados entre ilhas paranãmirin. Um outro diminutivo é o i no fim do vocabulo: