Página:O Tronco do Ipê (Volume I).djvu/38

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poderia fazer, mas aplaudia nos outros. Soltando gritozinhos de prazer, começou a pular sobre a relva, apanhando os jambos que Mário atirava.

— Gente! Este mocinho é doudo! murmurou a Felícia.

— Desça, eu lhe peço! disse Adélia, cobrindo os olhos com a mão.

— Quem é que pode com aquele menino?...

— Nem sua mãe dele!

— Nem o pai, se fosse vivo! Olhe, Felícia, ninguém imagina, não... Você já viu assim um cabritinho, que está amarrado todo o dia e se solta de tarde... Lá vai, prum, prum, prum, saltando, que ninguém mais lhe põe a mão em cima... Pois olhe, é mesmo como o bichinho... Oh!...

Esta vigorosa interjeição, com que a Eufrosina acabou dramaticamente a sua comparação poética do cabrito, foi arrancada por uma jaca madura, que esborrachando-se na cabeça, cobrira-lhe toda a cara, pescoço e ombros, de bagos amarelos.

— É para te adoçar a língua! disse a voz sarcástica de Mário.