Página:O Tronco do Ipê (Volume I).djvu/59

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— Viva o rei do Congo!

— Viva! responderam todos.

— Obrigado, meu branco, obrigado.

Isto dizia o preto descendo a ladeira e parando a cada passo para curvar-se, abrindo os braços e beijando as duas mãos em sinal de agradecimento.

— Este meu nhonhô quer zombar de seu negro velho!... Zomba, zomba, não faz mal! Eu gosto de ver você contente, contente, rindo com a camaradinha!

E o bom preto expandia-se de júbilo, mostrando duas linhas de dentes alvos como jaspe. Ser motivo de alegria para esse menino que ele adorava, não podia ter maior satisfação a alma rude, mas dedicada do africano.

A meio da ladeira, encontrou-se pai Benedito com Mário, que saltou-lhe ao pescoço.

— Assim, meu nhonhô, abraça seu negro. Mais!... dizia Benedito suspendendo nos braços o menino.

— Eu trouxe uma cousa para você, Benedito! murmurou-lhe Mário ao ouvido.

— Da cá, nhonhô, exclamou o preto ajoelhando para receber o presente.