Oliveira, então Diretor do Serviço Geologico. Diz ele: “ESTADO DE ALAGOAS. O Serviço Geologico até hoje não conseguiu vencer as grandes dificuldades que se têm apresentado nas sondagens de Riacho Doce devido á natureza extremamente friavel das camadas e ás dobras caprichosas, as quais, facilitando o escorregamento das camadas fazem que o furo diminua de diametro, inutilizando a perfuração. Nas sondagens ali executadas (Riacho Doce) TEM SIDO ENCONTRADO PETROLEO LIVRE. Por isso e pela possibilidade de se encontrar outros sistemas geologicos abaixo da conhecida série de Alagoas (cretaceo superior ou terciario), a execução dessa perfuração até atingir as rochas cristalinas é perfeitamente justificavel sendo sem fundamento as criticas que, do ponto de vista cientifico, tem sido feitas á execução desse furo”.
O segundo documento é a copia fotografica das paginas 330 e 331 do “Livro de Perfuração” desse poço, datadas de 5 e 7 de novembro de 1922. Na cota dos 285 metros o perfurador anota o seguinte: SHISTO MUITO MOLE, SAINDO MUITO OLEO (anexo n. 1).
Temos, aqui, portanto, uma pagina do “Livro de Perfuração”, que é a caderneta de campo do trabalho, provando a revelação do petroleo já em 1922; e temos o relatorio do sr. Eusebio de Oliveira afirmando o encontro de PETROLEO LIVRE