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O Escandalo do Petroleo
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Oppenheim passaram a entender-se maravilhosamente.

Mas o golpe do judeu de Riga não fôra suficiente para destruir a teimosissima companhia alagoana. Edson de Carvalho, seu heroico promotor, insiste em salvar o poço São João e, sózinho, desajudado de tudo, já completamente esgotado de recursos financeiros, consegue esse milagre, anulando assim a obra sabotadora de mestre Oppenheim. Salva o poço e continua a perfurar.

Ao verificar isso, o Departamento espumeja de cólera. Era demais. Era desaforo! Era uma infamia — e num conciliabulo secreto Fleury e Oppenheim combinam contra a empresa alagoana um golpe mortal. Oppenheim, representando o Departamento, insinua-se na confiança do capitão Afonso de Carvalho, interventor recem-nomeado para Alagoas, e consegue provar-lhe, entre cochichos, que a Cia. Petroleo Nacional era uma tramoia igual á Petroleos do Brasil. Resultado: o interventor manda fechar a sonda, mete soldados de guarda e abre severissima devassa nos negocios da empresa.

UM ANO E DOIS MESES ficou o acampamento ocupado militarmente, sem que Edson de Carvalho nele pudesse penetrar. Emquanto isso, a odiosa devassa se processava em Maceió. Nada foi apurado contra a honestidade dos incorporadores. Os cochichos de Oppenheim não passavam de mais uma de suas muitas infamias. Nisto o in-