Página:O livro de Esopo fabulario português medieval.pdf/154

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Fab. xlviii.L. 10) Depois a pouco tempo. Vid. Vocabulario, s. v. pouco.

Fab. l.L. 7) fundo. Vid. Vocabulario.

Fab. li.L. 3) d’ellas. Complemento partitivo. Isto é: apanhava algumas d’ellas. — L. 4) E esto quantas ell queria = e d’esta maneira tomava e comia quantas elle queria. Aqui esto corresponde, no sentido, ao latim ita. — L. 8) a fim = o intuito. Vid. Vocabulario.

Fab. lii.L. 3) do pam. Vid. Syntaxe, — L. 4) por tall que. Vid. Vocabulario s. v. «tal». — L. 18) Ao peccado da gargantoice ou «gula» se refere tambem o Leal Conselheiro, cap. xxxii, posto que não haja semelhança na fórma entre esse capitulo e a fabula.

Fab. liii.L. 15) Cfr. com esta sentença o Ecclesiastico, xix, 4: Qui credit cito, levis corde est, que D. Duarte no Leal Conselheiro, cap. xxxvii, 214, verteu assim em vernaculo: «quem de ligeiro cree, he de leve coraçom».

Fab. liv.L. 4) ssegurarom-sse. Vid. Vocabulario. — L. 6) ssom = ha. Lat. sunt. — L. 8) O adagio tem fórma moderna mais generica: cão que ladra, não morde.

Fab. lv.L. 1) cordeyro. Vid. Vocabulario. — L. 3) pouco estando. Vid. Vocabulario.

Fab. lvi.L. 7) ferir. Vid. Vocabulario.

Fab. lvii.L. 14) aquella por «aquillo» é um exemplo de attracção para esperança. Cfr. Epiphanio Dias, Gram. port., § 189, obs.; Madvig, Gram. lat., § 313.

Fab. lviii. (Esta fabula concorda com a lv) — L. 3) como tem valor temporal: «logo que», «depois que».

Fab. lix.L. 11) confiar d’aquelles = ter confiança a respeito d’aquelles = contar com aquelles. Tambem em lat. confidĕre de aliqua re. — L. 4) lhe deu .. termo a que lh’o pagasse = marcou prazo ao pagamento. O mesmo uso syntactico da preposição a se encontra, por ex., nestas phrases do sec. xv: