na sombra do arvoredo na conversa do velho ledor de vaticinios pelas deshoras da noite no livro das estrellas, é como aquella figura pallida de Edmundo Dantes o amante, o prisioneiro de If que rompera sua mortalha pela solidão do mar alto — o conde de Monte-Christo vingativo adormecendo no collo de Haydéa Grega como o corsário com aquella têz pallida ás suas idéas sanguentas, requeimada aos sóes do mar da Grecia — nas fórmas voluptuosas e núas, na vertigem dos beijos de Medora ardente.
5 de maio de 1850.