lhe enfraquece.) Uma satyra sobre os narizes vermelhos... (Pausaá Um epigramma sobre o nariz do arcebispo sempre rôxo após da ceia... (rausa.) Uma canção, isto me acordará; se eu puder rir, eis-me salvo... Ah ! o maldito manto de gelo que a meia noite me gruda nos hombros ! Rimemos... encantador vento de Dezembro, que me assopras nas fontes, inspira-me...
Monsenhor de Cantuaria...
(Pausa.)
E vermelho apoz do vinho...
Vermelho não me agrada...
Sempre bello...
E sublime após do vinho...
(Dorme e falia dormindo com voz confusa.)
Monsenhor de Cantuaria...
O moço adormece. Meg (a velha) nas trevas entra no quarto tiritando, a meio envolta nas cobertas do leito, e arrasta-se ao longo dos muros, tacteando. A scena entre a velha surda e Aldo adormecido e fallando é muito original—lembra aquelle genio sublime de Shakspeareque lhe inspirára a noite horrivel de somnambulismo de lady Macbeth.
Aquella velha mulher no escuro, tremendo de frio, pendendo as faces resequidas sob as melenas brancas a se lhe espalharem no collo assuéto e mirrado, batendo as gengivas rôxas e desdentadas, aquelle olhar turvo, os pés nús e frios, a fraqueza que se lhe apossa d’alma, sen-