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Página:Obras poeticas de Claudio Manoel da Costa (Glauceste Saturnio) - Tomo II.djvu/122

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114 CLÁUDIO MANOEL DA COSTA De Andrada, oh Deus, de Andrada vão buscando Que grande empreza, Amor, estas tentando! Gentil Mancebo, que de Aquiles fora Inveja hum dia, nestes Paços mora, Francisco é o seu nome: a natureza Lhe impoz no sangue a necessaria empreza De igualar seus Maiores Na militar fadiga, e nos suores, Que illustres vivem para gloria bella Da caza, e do solar de Bobadella ! Nutrido foi a sombra los Loireiros Sobre a palmas nasceu dos seus Primeiros, Conta por ellas os Avós honrados. Seus dias inda apenas esmaltados Dos primeiros Abris, já me promettem Vencer os feitos, que oiço, e que repetem Nas Elizias moradas As sombras adoradas. Dos Freires immortaes; esses que pizão De Fama o Templo, e os nomes eternizão. Tu és ditozo Andrada Tu és a preza de que o Amor se agrada, Para ti e’ que corre, E o Ceo, o mesmo Ceo e’ que o soccorre. Não debalde se viu partida a lança Do Deus Gradivo : mais a gloria avança Nas campanhas de Amor quem mais se rende E quem de Eliza triunfar pertende ! Vê qual nos olhos seus se manifesta Divino encanto 1 A lua Espoza e’ esta. Não te pinto de Tetis a formoza Purpurea face, não te lembro a Espoza Do grande Jove : as graças, a belleza,