SEGUNDA PARTE
O templo dos destinos.
A insinuação de Arbace... — Jone está destacando as flores de uma amendoeira, quando se lhe apresenta Arbace.
« Jone, diz elle, que certamente ainda não se esqueceu da scena da rosa, tu amas Glauco o atheniense... Este, em vez, é um dissoluto que até tem em sua casa uma jovem cega...
Além disto, saibas que eu posso sempre revelar-te os segredos mais intimos, e, até, o que o destino te reserva. Posso consultar o livro grande do Fado...
Vens em minha casa e te levarei no Templo dos Destinos...
Jone ficou perturbada ouvindo as palavras do mysterioso Egypciano e acceitou o convite. Arbace foi embora estudando dentro de si um plano tenebroso.
Pouco depois é Glauco que veio apresentar-se á graciosa napolitana.
O presente de Glauco... — « Te vi um dia e fiquei apaixonado... nem mais te esqueci, oh bella Jone ! Desde aquelle dia guardo como um thesouro a flor que tu deixastes cahir...
Em tal modo Glauco confessou a Jone o seu amor. A donzella, porém, lembrando-se da insinuação do Egypciano, abalou a cabeça em signal de incredulidade... e expoz o motivo.
Glauco comprehendeu. Elle chamou o escravo que o havia acompanhado e o enviou a casa para chamar Nydia.