Depois de poucos momentos o infeliz sentiu que a loucura estava apoderando-se do seu cerebro... e, gesticulando e berrando como um endemoninhado atacado por espasmos atrozes, fugio de casa...
O delicto do Sacerdote Arbace... — Arbace estava fallando com outro Sacerdote quando as folhas agitando-se com violencia attrahiram a sua attenção.
Glauco, armado, atacado por delirio furioso, se precipitava pelo matto.
Elle foi cahir exhausto aos pés do simulacro de Isis.
O confrade de Arbace, approximando-se do demente desarma-o e entrega o punhal ao Egypciano..... que n՚um relampago havia machinado um plano infame e infernal.....
Arbace estava com o punhal na mão; de repente, como um raio, o enterrou no coração do collega que lhe estava ao lado.
Transportou o cadaver perto de Glauco que jazia extenuado por lerra e depois com outro esforço derrubou a estatua sagrada ! ! !....
Para completar a sua obra infernal começou a gritar:
« Olá gente, corram para cá !... ».
Glauco foi preso por ser accusado de omicidio... ».
Atraz da espessa verdura do bosque sagrado de Isis, porém, um homem tinha visto tudo... e, quando Arbace ficou sosinho, a figura de um outro sacerdote se avançou para seu lado, dizendo:
« Eu vi tudo..... ».
Arbace comprehendeu que estava perdido. Precisava, portanto, por um momento, fazer calar a testemunha, e, depois, supprimil-a, porque ao contrario, teria sido para elle uma ameaça vivente.....
« Vens á minha casa », disse Arbace ao seu confrade, « contractaremos o preço do teu silencio... ».
O novo delicto de Arbace... — Nydia tinha sentido que Glauco, enlouquecido, fugira de casa como um endiabrado. Ella tinha cahido no chão desmaiada pelo terror e pela dôr.
Apenas lhe tornaram os sentidos ella correu para ver se o encontrava.