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Página:Osmîa - tragedia de assumpto portuguez, em cinco actos (1788).pdf/39

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SCENA VIII
 
PROBO ſó.
 

Probo. NAõ ſei que tem de nobre esta fereza,
Que inda offendendo agrada. Venturoſos
Eſtes Póvos ſevéros, que á virtude
Os coraçoens conſagráraõ deſde o bêrço.

 
Fim do Acto II.
 


 
ACTO III.
 
SCENA I.
 
OSMIA, e pouco depois ELEDIA.

Oſmîa. DE Eledia, que ſerá? Nem inda a vejo;
Os momentos por ſeculos reputa,
Quem fluctua no pélago profundo
Do receio cruel: Ah qu' impaciente [1]
E temeroſa, amiga, te eſperava.
Que ſoubeſte de Probo? Teu ſemblante
Perturbado, naõ ſei que m' annuncia.

Eledia. [2] Talvez que os teus remorſos te declarem
Primeiro que eu o mal que me atormenta.

Oſmîa. Os meus remorſos! e quaes ſaõ os crimes

Que

  1. Vendo Eledia.
  2. Toda eſta Scena requer d'Eledia ora arrogancia, ora altivez, e d'Oſmîa reſentimento viviſſimo.