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Que leva o tedio e a morte ao coração enfermo;
Se queres mão que enxugue as lagrimas austeras,
Se te apraz ir viver de eternas primaveras,
O' alma de poeta, ó alma de harmonia,
Volve ás terras da musa, ás terras da poesia!

Tens, para atravessar a azul immensidade,
Duas azas do céo: a esperança e a saudade,
Uma vem do passado, outra cahe do futuro;
Com ellas vôa a alma e paira no ether puro,
Com ellas vai curar a sua mágoa estranha.

A terra da poesia é a nossa Allemanha.