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Pousou-me a mão sobre o hombro,
Que linda mão que eu senti,—
Cravou os olhos nos meus,
Oh! como lhe eu resisti!
Fallou-me fallas do ceo,
Que doces fallas lhe ouvi,—
Cazou os labios nos meus,
Oh! como então não morri!
Depois perdeu-se nos ares,
Perdeu-se que eu bem o vi,—
Se foi visão, — se foi sombra, —
Se foi sonho?...— Não dormi?!
Junho de 1846.