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Caminhar!... e sempre.... e sempre
Nas cidades, — no deserto!...
Duvidoso no presente,
No futuro sempre incerto!
Acaso não tem minha alma
Soffrido trances fataes?
Não tenho a lyra entoado
Ao cavo som de meus ais?!
O facho vivo da crença
Não senti quasi extinguir?!
Não senti os meus tormentos
Esmigalhar-me o porvir?!
Não senti por mão de ferro
O coração esmagado?!
O meu amor tão ardente,
O meu amor.... despresado?!
Mulher! — Mulher, tu rasgaste
O mais bello de meus cantos!
Sepultaste a minha esp’rança
Na torrente de meus prantos!