— 62 —
Como um suspiro do cysne,
Como um perfume da flor,—
Como um adeus de saudade,
Como um sorriso d’amor!
Gemeste, oh! lyra saudosa,
Oh! gemeste os cantos meus!
Como a rola muribunda
Ao morrer os filhos seus!
Vou deixar-te abandonada—
Nos rochedos do deserto,—
Para seguir nas cidades.
O meu fado... fado incerto!
E verei nos sonhos tristes
Da prosaica habitação!
Esfolhados malmequeres,
Corôas, — rosas no chão!
E a sultana favorita,
E a violeta dos prados,—
E a primavera sorrindo
Entr’ os bosques perfumados!