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poema
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IX


Levanta a tromba o rispido elephante,
A tromba, costumada a taes batalhas,
E apontando ao buraco palpitante,
Bate ali qual aríete nas muralhas:
Ella enganchando as pernas delirante,
«Meu negrinho (lhe diz) quão bem trabalhas!
Não ha porra melhor em todo o mundo!
Mette mais, mette mais que não tem fundo.

X


«Ah! se eu soubera (continua o couro
Em torrentes de semen já nadando)
Se eu soubera que havia este thesouro
Ha que tempos me estava regalando!
Nem fidalguia, nem poder, nem ouro
Meu duro coração faria brando;
Lavára o cu, lavára o passarinho.
Mas só para foder co′o meu negrinho.

XI


«Mette mais, mette mais... Ah Dom Fulano!
Se o tivesses assim, de graça o tinhas!
Não viveras em um perpetuo engano,
Pois vir-me-hia tambem quando te vinhas:
Mette mais, meu negrinho, anda magano;
Chupa-me a língua, meche nas mamminhas...
Morro de amor, desfaço-me em langonha...
Anda, não tenhas susto, nem vergonha.