vern. āthāṇô, sāndhaṇô. - Sing. achchár. Indo-ingl. achár. Indo-franc. achar, achars. Mal. áchar. Tet., Gal. achár, asár. Term. vern. budú. Do pers. achār. Provávelmente encontrado pelos portugueses no malaio e introduzido nas outras línguas, directa ou indirectamente. Os autores de Hobson-Jobson acham possível que tenha passado do lat. acetaria para o Oriente. É curioso que o vocábulo não tenha entrado no concani, posto que usado no português de Goa[1].
Açoitar. Mal. açotar (Haex). — Tet., Gal. kudir. Em concani usa-se sait, «açoite», e saitár-kāḍhunk, «açoitar».
Acudir. Mal. cudir (Haex). — Tet., Gal. kudir.
Adeus. Conc. ādês. Term. vern. Rām'-Rām (entre os hindus), sa- lám (entre os maometanos). Adês karunk, fazer mesura.- Tet., Gal. adeus. Term. vern. bá-ôna[2].
Adro. Cone. ádr. Tam. ádru.
Adufa (no português de Goa tambêm adufo). Cone. ādúph. — Sing. adǔppuva, adǐppuva. Emprega-se o vocábulo para de- signar o resguardo da janela, feito comummente de conchas do ma- risco bhing, chamadas por isso bhingatyô ou bhingātyô em con- cani.
Advogado. Conc. ādvogád (mais us. letrád nesta acepção). Term. vern. vakil (p. us. em Goa). Tet., Gal. advogádu. Term. vern. sori.
Afonsa (nome duma variedade de fruta manga). Conc. āphons, āphonsātsó āmbó.-Mar. aphôs. — Guj. āphús. Indo-ingl. afoos. A enxertia da mangueira foi in- troduzida pelos portugueses, e as variedades de árvores enxertadas e os seus frutos distinguem-se por nomes ou apelidos portugueses, às vezes feminizados. Vid. Carreira, Colaça, Peres[3]
Agosto. Conc. āgôst.? Biha- ri agast (provávelmente do ingl.
Notas
- ↑ Fazem delle [do ânacardo], quando he verde, conserva com sal para comer (a que chamão qua achar) e vendem na praça, como azeitonas acerca de nós». Garcia da Orta, Coloquios dos Simples e Drogas da India, Col. v. «Achar, acepipe do caril, conservas em agua salgada». Dr. A. O. de Castro, Flores de coral, p. 137.
- ↑ De Ram-Ram' deriva o Sr. Gon- çalves Viana o português ramerrão. Vid. Apostilas aos Dicionários Portugueses. O mesmo escritor admite, nas Palestras Filológicas, que é possível que o singu-lar vocábulo proceda do estribillo de qualquer cantiga, que se vulgarizasse».
- ↑ Outras variedades com denomina- ções portuguesas, que vogam sómente em Goa, são: Bispo, Costa, Doirada, D. Bernardo, D. Filipe, Fernandina, Ferrão, Malagesta, Monserrate, Papel, Papel Branco, Rebêlo, Reinol, Salgada, Salgadinha, Santo António, Sacratina, Temula (Conc. chimbúd), Xavier, Bem- curada, Mal-curada, etc.