do sânscrito: myāhāri, pratarann, pratarbhojan.
Almôndega. Tam. almond (de uso restrito). — Tet., Gal. almónik. Nomes portugueses de muitas iguarias e doces vogam ainda hoje em várias partes da Índia entre os cristãos, mas não aparecem nos dicionários.
Altar . Conc., Beng. āltár. Term. vern. redi. — Tam. altár. Term. vern. pídam', balipidam', vēdikei. — Tet., Gal. altar. O termo é usado sómente pelos cristãos[1].
Alva («vestimenta eclesiástica»). Conc. álv.—Beng. álva. — Tam. alvei. — Tet., Gal. álva[2]
Alvorada. Conc. ālvorád («toque da alvorada»). — Tet. alvorada. Term. vern. rai-nakei.
Ama (de leite). Conc., Mar., Guj., Hindust., Sing., Can., Tul. āmá (em marata tambêm amá). — Indo-ingl. amah (Whitworth tira-o do marata āmá, «mama»). —Pid.-Engl. amah[3]. Termos neo-áricos: dúdh ditali, dūdhkārin, thānkārlṇ, dhātrí. São pouco usados, porque as mães amamentam geralmente seus filhos[4].
Amancebado. Tam. masuvádu. O. crioulo de Ceilão tem masabado. O vocábulo teria sido admitido a título de eufemismo, como alcoviteira no malaio.
Amantilhos (naut.). L.-Hindust. mantēlá, mantelá, mantel, matelá.
Amargosa (arvore —, amargoseira, Melia Azadirachta). Indo-ingl. margosa. — Indo-franc. margosier. Margosa diz-se também no crioulo português de Bombaim. No de Ceilão, margoso = amargoso[5].
Amarra. L.-Hindust. hamár, már. — Tam. amár, amarkkayiṛu (lit. «amarra-cairo»). Term. vern. kayiṛu, kambakam', tában, samhhan. — Tel. amáru, arnáru-tádu. Vid. cairo. Em tamul, como em malayálam, dobra-se a consoante inicial do segundo elemento do composto, como acontece no italiano, por exemplo, em acciocchè.
Ambar (especialmente «âmbar
Notas
- ↑ Alguns amigos, missionários em Madrasta, me ministraram listas de palavras portuguesas introduzidas no tamul, muitas das quais se não encontram nos dicionários, por não terem entrado no uso comum
- ↑ Os nomes dos paramentos e utensílios eclesiásticos são geralmente portugueses entre os católicos.
- ↑ «As «amahs» acompanhando as crianças que para ahi vão brincar». Calado Crespo, Cousas da China, p. 20. «E tem amas que lhe crião os filhos e as filhas». Diogo do Couto, Déc. VII, x, 11.
- ↑ O dravídico amma, «mãe», é vernáculo.
- ↑ «Foi admittida officialmente na Pharmacopêa da India, sendo chamada nas pharmacias margosa (a casca cortex margosae), o que claramente se deriva da palavra portugueza amargosa». Conde de Ficalho, nos Coloquios de Clareia da Orta, XL.