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Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/148

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CHAMALOTE CHAPA
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indígenas; pois ainda hoje os hindus puritanos se absteem do chá, e os muçulmanos preferem o café[1].

João Crawfurd opina que o vocábulo te entrou na Europa por intermédio do malaio. Se pelo mesmo canal tambêm não entrou na Índia, o que é pouco provável, o singalês deve tê-lo recebido do hol. thee, e o tamul e o telúgu do franc. thé. E, neste caso, é verosímil que as outras línguas indianas tenham recebido imediata ou mediatamente do português a palavra chá. Note-se porêm que o persa e o árabe teem essa mesma forma, não se sabe quando introduzida.

? Chalupa. L.-Hindust. salúp.

Talvez do ingl. sloop.

Chamador. Conc. chāmādôr. Usado tambêm em tamul, e provávelmente em algumas outras línguas, para designar um empregado da igreja.

Chamalote. Mak., Bug. chamalóti[2].

Chão (adj.). Sing. chán, chánnu.

? Chapa. Conc. chháp ou xáp (m.), carimbo, sêlo; estampa, impressão; cunho; tipo (usado com os verbos mārunk, lāvunk, basunk); (f.) céspide, leiva (verbos kāḍhunk, mārunk). Chhāp-kháṇ, chhāp-khāṇó (khāná hindust.), imprensa, estamparia; tipografia. Chhāp-yantr (yantra sânsc.), prelo. Chhāpunk, imprimir, estampar; editar, dar à estampa; carimbar, selar; ferrar. Chhāpṇí, impressão, selagem; edição. Chhāpkár; chhāpkārí (p. us.), impressor, estampador; selador, carimbador; tipógrafo. Chhāpí, impresso, estampado; carimbado, selado. Chhāpó, tipo; estampa; sêlo, carimbo. Chhāpó (pronunciado vulgarmente sopó), sêlo de chumbo apenso pela alfândega à mercadoria; carimbo do imposto do consumo. Chhāpekár ou sopekár, o que põe sêlos; o arrematador do imposto do consumo.

Mar. chháp, tipo; estampa; impressão. Chhāpkhāná (m.), chhāpṇém (v. t.), chhāpṇi (f.), chhāpárí (m.), chhāpí (adj.), chhāpá ou chhāppá (m.): vid. supra os significados. Chhāpíl, chhapímv, «estampado, impresso, marcado — papel, panos, moedas». Chhāpi-sulākhí (adj.), o que tem chháp e sulákh, i. e. uma estampa ou marca particular e um furo para aquilatar — rupia,

Notas

  1. «Ils font grand cas de cette herbe apellée Thé, qui vient de la Chine et du Japon, et cette dernière est la meilleure... A Goa, à Batavia, et dans tous les Comptoirs des Indes, il n'y a guere de nos Européens qui n'en prenent quatre ou cinq fois le jour, et ils ont soin de garder cette feüille pour en faire une salade le soir, avec l'huile, le vinaigre et le sucre» (1676). Tavernier, Voyages, V, p. 257.
  2. «Os Mandarĩs o receberão com presente de chamalotes e veludos». Vasco Calvo (1536), apud Donald Ferguson, Letters from Port. Captives, p. 101.