MAL-ENSINADO
MANDADOR
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O vocábulo deriva-se do malayál. maṇṇattán, fem. maṇṇattí[1]. É usa- do em ásio-português. Há um lu- gar em Macau chamado Tanque dos mainatos.
Mainel. Conc. māynel. — ? Sund. panel.
Rigg presume que panel é do hol. paneel, «painel», mas o signi- ficado difere muito.
Major. Conc. mājor, mānjor. — Tel. mayóru. Brown tira-o do fran cês.
Mala (« saco»). Conc. mál (p. us.). Term. vern. potém, boksém. — ? Sing. malla. Term. vern. pasum- biya, kurapasiya, maḍissalaya.— Tet. mala.
Malcriado. Conc. mākryád. Term. vern. amaryādí, váyṭoló. — Tet., Gal. malkriádu. Term. vern. ôin kabôbil.
Maldição. Conc. māldisámv. Ter- mos vern. xáp, xiráp. — Beng. maldisán. — Mal. maldiçaon (Haex). — Tet., Gal. maldisã, malisã.
Mal-ensinado (« malcriado»). Mal. mal ensinado (Haex)[2].
Malícia. Conc. mālís. Term. vern. kusḍáy, kapaṭ. — Tet. malísi. Term. vern. láran áti.
'Mama. Conc. mám, em lingua- gem infantil. — Mar. máma.
Molesworth diz que é termo on- omatópico.
Mamã. Conc. māmám (us. por alguns cristãos de Goa). — Mol. maman.
Mana. Conc. māná, irmã mais velha (us. entre os cristãos de Goa). Term. vern. bāí, bái (p. us. em Goa neste sentido). Beng. maná (us. em Hoshnabad entre os cristãos).
A māná corresponde em concani irmámv, «irmão mais velho». Jul- gou-se que os termos portugueses, alêm de simples, eram mais hono- ríficos.
Maná. Conc. māná. — Hindust. man. — Beng. maná.— Tel. manná. — Can. muna. — Tul. manna.— Mak., Malg., Jap. mana[3].
A procedência portuguesa não ó certa, excepto no concani.
Mandador. Mal., Jav., Mad. man- dôr, mandúr, capataz, olheiro, fis- calizador. — Batt., Day. mandúr. — Sund. mandôr. — Indo-ingl. man- dadore[4].
he que ninguem pode lauar roupa, qur he ser mainato, se não a pessoa que se concertar com o Rendeiro». Simão Bo- telho, Tombo, p. 53.
«Vivem tambem nesta cerca todos os maynatos que lavão roupa a toda a Cida- de (de Pequim)». Fernão Pinto, cap. cv.
Notas
- ↑ «Gundert regista a forma mānátti com o significado de «lavadeiro estran- geiro.»
- ↑ «Este se fez tão soberbo, mal-ensina- do, e livre, que havia poucas pessoas com quem não houvesse tido historias». Fran- cisco Vaz de Almada, in Hist. tragico- -marit., IX, p. 14.
- ↑ «O primeiro gosto d'aquelle celes- tial maná lho fazia assi avantejar a tudo o mais». Lucena, liv. VI, 12.
- ↑ «Each of which Tribes have a Man-