ligeiras variantes, o devanágari ou sânscrito, e se emprega nas esco- las e na impressão; e moḍi ou moḍ, peculiar da língua, com menos letras e sem distinção de vogais longas e breves (i, ī, u, ū); escre- ve-se cursivamente sem separação de letras, e usa-se na correspondência e em manuscritos.
O seu copioso vocabulário, constante de 20:000 palavras, com- põe-se: do stock turánico aborígene, de prácrito por magadhi (língua antiga de Behar), de sânscrito, pela literatura, de árabe e persa, pela dominação muçulmana e pela influência do hindustani, e de português e inglês.
A infiltração do português provêm do domínio (Bombaim, Taná, Baçaim, Chaul), do comércio, (Surrate, Bijapur), da vizinhança (Goa, Damão), das missões do Padroado na maior parte do território e do crioulo norteiro[1]. É sobretudo no distrito do Concão que esta in- fluência é preponderante.
Gujarati ou guzarate (guzeratha), língua de Gujarata, confina por norte com o hindi e por sul e leste com o marata. Conta dez milhões de população, e é muito cultivada ao presente, tendo grande repre- sentação na imprensa periódica de Bombaim. É falada pela opulenta e ilustrada comunidade dos parses (originários da Pérsia) como lín- gua materna, e empregada como língua franca do comércio, especial- mente na cidade de Bombaim.
Tem alguns dialectos, como, surrati, ahmedabadi, kattyavari, co- mercial.
Os elementos constitutivos do seu léxico são análogos aos do ma- rata. Tem tambêm, como o marata, dois alfabetos: um próprio, com menos consoantes e sem discriminação de vogais (i, u) longas e breves, e outro, bālbodh ou devanágari, um pouco deformado. Sendo o gujarati a língua vernácula das possessões portuguesas de Damão e Diu, onde há escolas oficiais para o seu ensino, a in- fluência do português é directa e actual nestas partes, com tendência à expansão. Os dicionários, por ora deficientes, não registam porêm