A influência do português no tibetano é quási nula; no seu vocabulário encontrei sómente duas palavras desta procedência. Houve todavia uma missão portuguesa no Tibete, fundada em 1624 pelo jesuíta António de Andrade, e continuado pelos padres Gonçalo de Sousa e João Cabral[1]. Agora, com comunicações mais freqùentes da Índia com o Tibete, é natural que lá penetrem mais termos portugueses.
Na fronteira sul do vale de Assão, a leste da Índia própria, entre
as tríbus garó e naga, está situado o país das tríbus khassi-jáintia,
cuja população orça por duzentos mil e cuja lingua se chama khassi,
kassia ou kossia. Está ali a sede do govêrno da província de Assão.
Morfológicamente, khassi é monossilábico remático; e genealógicamente, Beames inclui-o na classe lohótica ou birmânica, Cust constitui-o em família à parte, e Grierson, fundado na autoridade de Kuhn, filia-o na sub-família mon-khmēr da família indo-chinesa.
O khassi não tem literatura nem alfabeto próprio, sendo, por isso, agora adoptado o romano, como mais conveniente, pelos missionários ingleses na composição de gramática e dicionário e nos livros escolares[3].
O khassi possui muitos dialectos, sendo o normal o cheara, e um rico vocabulário, composto em grande parte de onomatopeias, com infiltração do bengali e do hindustani. É por intermédio dessas línguas que se lhe transmitiram palavras portuguesas, sem que estas tribus semi-selvagens tivessem sequer ouvido o nome de Portugal. E assim acontecerá naturalmente em casos análogos [4].
O cambojano é actualmente o principal representante da sub-família
mon-khmēr, sendo Khmer o nome indígena do país, agora muito decaído,
e do povo, que professa o budismo. É falado por um milhão