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Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/81

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INTRODUÇÃO

distritos», diz Caldwell. Conforme este autor, o seu som normal assemelha-se ao de r inglês em farm, mais líquido e pospalatal. Conforme Percival, é uma mistura de r, l e do francês j. O telúgu substitui-o por cacuminal, e o canarês moderno, por cacuminal.

VI. O ŗ duro, presentemente usado em tamul e malayalam, tem o seu médio entre as cerebrais e , como no inglês crack.

VII. O n, última letra do alfabeto, não se diferença fonéticamente de n dental; não tem, por isso, notação discriminativa.

VIII. Algumas das vogais teem cambiantes especiais ante certas consoantes, que acho desnecessário descrever. O ditongo ai é de pouca ocurrência[1].

Transcrição do alfabeto árabe-persa-hindustani[2]
OBSERVAÇÕES

I. Muitas das letras dadas tomam diversas formas, quando iniciais, mediais e finais. Não as reproduzo por não influírem na transcrição.

II. As letras th, h, s, z (), t, z, ', q, são peculiares ao árabe. Kh, dh, z, gh, são comuns ao árabe e ao persa. A letra zh é peculiar ao persa. P, ch, g, são comuns ao persa e ao hindustani. As cacuminais ou cerebrais ṭ, ḍ, ṛ, são peculiares ao hindustani.

III. Algumas das letras arábicas teem som diferente em persa e


  1. As línguas dravídicas conservam geralmente o acento tónico das palavras portuguesas na sílaba em que recai.
  2. Vid. Duncan Forbes, A Grammar of the Hindustani Language. David Lopes, Textos de Aljamia Portuguesa.