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Página:Sentença do Processo Nº 4600-15.2018.4.01.380.pdf/24

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JUSTIÇA FEDERAL DE 1ª INSTÂNCIA

Subseção Judiciária de Juiz de Fora – MG
 3ª VARA 

viu se Cleines algemou o agressor, haja vista que se virou de costas para tentar conter a multidão; que neste prédio os policiais aguardaram a chegada da equipe do Choque da Polícia Militar, a qual fez a condução do agressor para esta Delegacia de Polícia Federal para os procedimentos legais; (...)" (f. 04/05).

A testemunha confirmou a narrativa em juízo (f. 1021/1031).

O Cabo reformado do Exército Brasileiro, Hugo Alexandre Ribeiro, afirmou ter participado da equipe de segurança voluntária que acompanhou o deslocamento do então candidato Jair Messias Bolsonaro. Relatou que:

"(...) que informa que a célula de segurança policial não conseguiu manter a multidão longe do candidato; que o depoente chegou a permanecer bem próximo ao candidato; que durante o percurso o depoente percebeu, por três ou quatro vezes. um homem que tentava tirar fotos do candidato, mas que não estava com celular ou máquina fotográfica nas mãos, apenas um objeto envolto em um jornal de papel: que este homem posteriormente identificado como sendo Adélio Bispo de Oliveira; que não foi possível, naquele momento, identificar se o objeto era um punhal/faca, pois ele estava envolto em um jornal; que após atravessarem a Rua Batista de Oliveira, quando estavam em deslocamento, percebeu apenas um braço com um objeto envolto em um papel atingindo o candidato Jair Bolsonaro; que quando se virou para o candidato percebeu que ele estava caindo e sentindo dores; que desta forma, verificou que o candidato havia sido atingido pelo objeto desferido por Adélio Bispo de Oliveira; que logo em seguida, o depoente e o APF Eduardo Dantas agarraram Adélio, levaram-no ao chão e o imobilizaram; que logo após imobilizarem o agressor, a multidão começou a tentar agredi-lo, sendo que a equipe tentou fazer um cordão de isolamento; que o candidato foi retirado do local e conduzido a um hospital desta cidade; que declara que outros policiais retiraram o agressor do local para preservá-lo da multidão: (...)" (f. 06/07)

Na condição de testemunha arrolada pela acusação, Hugo Alexandre Ribeiro, confirmou os fatos relatados na esfera policial, acrescentando que por três ou quatro vezes "peitou" o réu, isto é, questionou-o o que pretendia fazer com o jornal avistado em sua mão, ao que ele respondeu que queria tirar fotos; que no momento da facada, o réu estava atrás da testemunha, tendo sido o primeiro a se

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