Ir para o conteúdo

Página:Sentença do Processo Nº 4600-15.2018.4.01.380.pdf/29

Wikisource, a biblioteca livre
JUSTIÇA FEDERAL DE 1ª INSTÂNCIA

Subseção Judiciária de Juiz de Fora – MG
 3ª VARA 

Mitsubishi/Pajero blindada chegou ao local e o candidato foi colocado às pressas nesta e conduzido ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, conforme prévio planejamento operacional; que declara que policiais de todas as forças policiais conduziram o agressor a um prédio localizado em frente ao acontecimento; que neste prédio os policiais aguardaram a chegada da equipe do Choque da Polícia Militar, a qual fez a condução do agressor para esta Delegacia de Polícia Federal para os procedimentos legais; que posteriormente o agressor foi identificado como sendo o nacional ADÉLIO BISPO DE OLIVIERA e que o objeto que perfurou o candidato tratava-se de uma faca (...)" (f. 02/03)

Hugo Alexandro Ribeiro, cabo reformado do Exército Brasileiro, também arrolado como testemunha pela acusação, confirmou a narrativa apresentada por Eduardo Dantas Palhares, afirmando terem sido os dois os responsáveis pela imobilização do réu, instante após o cometimento do delito. A esse respeito, declarou:

"(...) que durante o percurso o depoente percebeu, por três ou quatro vezes, um homem que tentava tirar fotos do candidato, mas que não estava com celular ou máquina fotográfica nas mãos, apenas um objeto envolto em um jornal de papel; que este homem posteriormente identificado como sendo ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA; que não foi possível, naquele momento, identificar se o objeto era um punhal/faca, pois ele estava envolto em um jornal; que após atravessarem a Rua Batista de Oliveira, quando estavam em deslocamento, percebeu apenas um braço com um objeto envolto em um papel atingindo o candidato Jair Bolsonaro; que quando se virou para o candidato percebeu que ele estava caindo e sentindo dores; que desta forma, verificou que o candidato havia sido atingido pelo objeto desferido por ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA; que logo em seguida, o depoente e o APF Eduardo Dantas agarraram ADÉLIO, levaram-no ao chão e o imobilizaram; que logo após imobilizarem o agressor, a multidão começou a tentar agredi-lo, sendo que a equipe tentou fazer um cordão de isolamento; que o candidato foi retirado do local e conduzido a um hospital desta cidade; que declara que outros policiais retiraram o agressor do local para preservá-lo da multidão; (...)" (f. 06/07)

Carlos Eduardo Boza Kelmer, que fez parte da equipe de segurança secundária de Jair Messias Bolsonaro, presenciou toda a cena do crime, bem como o seu desfecho, com a captura do réu, que foi imobilizado inicialmente pelo

29