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Página:Sentença do Processo Nº 4600-15.2018.4.01.380.pdf/30

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JUSTIÇA FEDERAL DE 1ª INSTÂNCIA

Subseção Judiciária de Juiz de Fora – MG
 3ª VARA 

Agente de Polícia Federal Eduardo Dantas e pelo voluntário Hugo Alexandre Ribeiro. Os fatos assim foram narrados por ele:

(...) visualizou um homem que se aproximou do candidato e insistiu em tirar foto com Jair Bolsonaro: que percebeu que este homem, posteriormente identificado como sendo ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA. estava com um objeto apontando em direção ao candidato; que não foi possível, naquele momento, identificar este objeto, pois ele estava envolto em jornal; que posteriormente foi constatado que se tratava de uma faca; que neste momento, quando o depoente se deslocou em direção ao candidato, percebeu que ele estava um pouco tonto, caindo e sentindo dores: que desta forma, verificou que o candidato havia sido atingido pelo objeto apontado por ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA; que logo em seguida, ADÉLIO tentou evadir-se do local, bem como dispensou o objeto que atingiu o candidato; que o depoente visualizou quando o Agente de Polícia Federal Eduardo Dantas e o voluntário Hugo, que é cabo de exército brasileiro, conseguiram segurar o agressor e imobilizá-lo no chão; que ato continuo, após imobilizarem o agressor, a multidão começou a tentar agredir ADÉLIO BISPO, sendo que o depoente auxiliou na contenção da multidão: que logo em seguida o candidato foi retirado do local e conduzido ao Hospital Santa Casa nesta cidade; que durante o tumulto que se ocorreu, confirma que entregou uma algema que portava para um homem que se identificou como sendo cabo da polícia militar e disse se chamar Cleines; que não viu se Cleines algemou o agressor, haja vista que se virou de costas para tentar conter a multidão: que neste prédio os policiais aguardaram a chegada da equipe do Choque da Polícia Militar, a qual fez a condução do agressor para esta Delegacia de Polícia Federal para os procedimentos legais; que posteriormente o agressor foi identificado como sendo o nacional ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA e que o objeto que perfurou o candidato tratava-se de uma faca (...)" (f. 04/05).

A mídia acostada a f. 199 contém filmagem de parte da passeata, feita por Anderson Miguel Souza, que chegou a gravar imagens de Adélio Bispo de Oliveira, de quem se encontrava muito próximo, bem como da vítima Jair Messias Bolsonaro, já sentado ao chão, com expressão de dor e, num segundo momento, sendo carregado para o interior de um veículo. Momentos antes, a voz de Anderson Miguel Souza é escutada na filmagem, pedindo calma e dizendo "agora não dá não". Em depoimento policial, esclareceu ter direcionado essa fala ao réu Adélio Bispo de Oliveira, explicando o motivo, como a seguir transcrito:

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