Página:Til (Volume III e IV).djvu/255

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Este ia responder; Jão atalhou-o.

— Livrei-o de morrer, porque sou eu quem o há de matar, quando chegar sua hora!

Lançando-lhe estas palavras com desprezo, voltou as costas o capanga para afastar-se dali.

— Tanto mal quer-me você, Jão?

O Bugre estacou sofreado por uma força íntima a que ele tentava resistir; depois de curta hesitação, arrojou-se em frente do fazendeiro para dizer-lhe com a voz dilacerada pela cólera:

— Mais de cem vezes já eu teria cravado em teu coração esta faca, se não fosse aquela que está no céu, e a filha que deixou na terra. Vê que raiva sinto eu quando me lembro que tu ainda vives!

Rangiam os dentes do capanga; e, todo ele