Página:Til (Volume I e II).djvu/45

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No ponto em que esse carreador transpunha o valado principal da fazenda, aí fechado também por uma tronqueira, um cavaleiro embuçado, oculto no carrasco, levou ambas as mãos à boca e imitou o canto do curiau, soltando um apito longo e cheio; o mesmo que ouvira Inhá.

Imediatamente o próximo canavial ondulou, e surdiu na ourela um negro moço, com o corpo nu até à cintura e a camisa atada aos quadris à guisa de tanga. Os lanhos das faces indicavam a casta monjola do africano, em cujo rosto se desenhava a astúcia do gambá e alguma cousa do focinho desse animal.

— Quem és tu? perguntou o cavaleiro vendo o negro dirigir-se a ele.

— Monjolo, meu branco. Faustino mandou dizer a senhor que tudo se arranjou como ele prometeu.