Affonso em 1530, e por conseguinte depois de Jaques, a respeito de quem se póde consultar a memoria que escrevemos intitulada: As primeiras negociações diplomaticas respectivas ao Brazil.
2. O texto da Academia de Lisboa nomêa erradamente Clemente VII como autor da bula em favor dos reis catholicos; o que deve ter procedido de nota marginal, de algum ignorante possuidor de codice, que o copista aproveitasse.
3. Acerca das informações que dá o autor dos terrenos ao norte do Amazonas, cumpre advertir que essa parte da costa era então pouco frequentada pelos nossos; e por tanto n’este capitulo, como no que diz respeito á doutrina do 1.º, o nosso A. não póde servir para nada de authoridade.
4. O descobrimento do Amazonas por Orellana foi em 1541; a sua vinda de Hespanha em meado de 1545; e a expedição de Luiz de Mello por 1554. A ida d’este cavalheiro & India em 1557 e seu naufragio em 1573 — Consulte-se Diogo do Couto, Dec. 7.ª, liv. 5.º, cap. 2.º e Dec. 9.ª, cap. 27 — e Antonio Pinto Pereira, Parte 2.ª, pags. 7 e 58.
5. Á vista da posição em se indicam os baixos, deduz-se que o A. se refere á bahia de S. José; e portanto a ilha em que naufragou Ayres da Cunha deve ser a de Santa Anna, que terá a extensão que lhe dá Soares, quando a do Medo ou do Boqueirão não tem uma legua.
Macaréo é o termo verdadeiramente portuguez para o que nos chamamos, como na lingua dos indigenas, Pororoca. E’ o phenomeno chamado Hyger e Bore no Severn e Parret. Em França tambem o tem a Gironda o nome cremos que de Mascaret. — A do Amazonas é descripta por Condamine, e tambem nos Jornaes de Coimbra ns. 30 e 87.
6. Este Rio Grande é o actual Parnahyba.
7. O Monte de Li, talvez assim chamado porque se parecia ao de igual nome na Asia, será o de Aracaty. Os Atlas de Lazaro Luiz e Fernam Vaz Dourado e outros antigos manuscriptos trazem aquelle nome.
8. Este nome de Cabo Corso aqui repetido, vem em muitas cartas antigas e modernas; o que se não dá a respeito do outro do commento 3.
9. N’este capitulo se contém a historia do castelhano feito botocudo que se embarcou para França, e deu talvez origem a unir-se este facto ao nome de Diogo Alvares, o Caramurú. Veja a nossa dissertação sobre este assumpto que o Instituto se dignou premiar.
10. E’ hoje sabido, pelos documentos que encontrámos