AO
INSTITUTO HISTORICO DO BRAZIL.
Senhores.
Sabeis como a presente obra de Gabriel Soares, talvez a mais admiravel de quantas em portuguez produziu o seculo quinhentista, prestou valiosos auxilios aos escriptos do padre Cazal e dos contemporaneos Southey, Martius e Denis, que d’ella fazem menção com elogios não equivocos.
Sabeis tambem como as Reflexões criticas que sobre essa obra escrevi, foram as primicias que offereci ás lettras, por intermedio da Academia das Sciencias de Lisboa que se dignou, ao acolhe-las no corpo do suas memorias, contar-me nos do seu gremio. Sabeis como aquella obra corria espuria, pseudonyma e corrompida