ou por copia ou em original; e em 1599 a cita e copía Pedro de Mariz na segunda edição de seus Dialogos. Mais tarde copiou d’ella Fr. Vicente de Salvador e por conseguinte o seu confrade Fr. Antonio Jaboatão. Simão de Vasconcellos aproveitou do capitulo 40 da 1.ª parte as suas Noticias 51 a 55, e do capitulo 70 a Noticia 66.
Assim, se vós o resolverdes, vai finalmente correr mundo, de um modo condigno, a obra de um escriptor de nota. Apesar dos grandes dotes do autor, que o escripto descobre, apesar de ser a obra tida em conta, como justificam as muitas copias que d’ella se tiraram, mais de dous seculos correram sem que honvesse quem se decidisse a imprimil-a na integra. As mesmas copias por desgraça foram tão mal tiradas que disso proveio que o nome do autor ficasse esgarrado, o titulo se trocasse e até na data se commettessem enganos!
Pèze-nos ver nos tristes azares d’este livro mais um desgraçado exemplo das injustiças ou antes das infelicidades humanas. Se esta obra se houvesse impresso pouco depois de escripta, estaria hoje tão popular o nome de Soares como o de Barros. O nosso autor é singelo, quasi primitivo no estylo, mas era grande observador, e, ao ler o seu livro, vos custa a descobrir se elle, com estudos regulares, seria melhor geographo que historiador, melhor botanico que corographo, melhor ethnographio que zoologo.
Em 1825 realisou a tarefa da primeira edição com-