que admitte, entretanto, varias outras especies menores. O nome tupi coandú, segundo Baptista Caetano, pode derivar-se de guã pello, e tu, alteração de mbotu bater, ou de ty elevado, erguido.
— Eirara, irara ou papa-mel, carnivoro da familia dos Mustelideos (Tayra barbara, Linn.). — A côr do animal é parda, com uma mancha amarellada na garganta; o autor equivoca-se ao descreve-lo de muitas côres. — O vocabulo tupi deriva-se de íra ou eira mel, ra tomar, colhêr: o que colhe mel, o papa-mel, appellido que lhe vai ás maravilhas pelo costume de lascar com os dentes os troncos das arvores onde se encontram os ninhos de Meliponideos, ou o mel páu, de que faz seu principal alimento.
— Aquigquig, nome de difficil identificação na synonymia vulgar. Como se trata de bugios grandes, pode relacionar-se com o buriqui ou muriqui, simio da familia dos Cebideos (Eriodes arachnoides, Cuv.), que é o maior dos nossos macacos. — G. Soares menciona guigó, que ainda hoje é a denominação local bahiana para certa especie de saguís grandes.
— Coati, cuati, carnivoro da familia dos Procyonideos, da qual habita o Sul do Brasil o Nasua narica, Linn., e o Norte o Nasna nasua, Wied, bem pouco differentes entre si. — Baptista Caetano explica o nome tupi por áqua ponta, e ti nariz: nariz de ponta, nariz pontudo, focinho.
— Gatos bravos, ou gatos do mato, designação collectiva para os Felideos menores do genero Felis.
— Iaguaruçú, jaguára-guaçú, оu simplesmente guará, como por abreviação se diz no Brasil, é o Canis jubatus, Desm., da familia dos Canideos, da qual é o maior dos representantes. Chamam-no tambem cachorro do mato. — Conforme o Catalogus Mammalium, de Trouessart