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Página:Tratados da terra e gente do Brasil.pdf/119

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Tratados da Terra e Gente do Brasil
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participio do verbo ú, o que come, comedor. — O vocabulo tupi desappareceu da nomenclatura popular.

Caninána, da familia dos Colubrideos (Spilotes pullatus, Linn.). — Em G. Soares, caninam. — Difficil de interpretar.

Boitiapoá, cobra de sipo, da familia dos Colubrideos (Herpetodryas fuscus, Linn.) — Em G. Soares, buitiapoia. — Com essa cobra açoitavam os indios as cadeiras das mulheres estereis, como refere Cardim e confirmam outros autores. — O nome tupi, que não prevaleceu, seria bói-tî-apuã, cobra de focinho redondo.

Gaitiepia, nome impossivel de identificar.

Boyuna, mussurana ou cobra-preta, da familia dos Colubrideos. (Oxyrhopus cloelia, Daud) — bói cobra, úna preta, negra.

Bom, especie desconhecida.

Boicupecanga, que Cardim traduziu: cobra que tem espinhos pelas costas. — é outro nome difficil de identificar. Seu etymo só em parte é satisfactorio: bói cobra, cupé tergo, dorso, costas; mas acanga, que alem do significado proprio, póde ser tambem ramo, galho, não vem nos diccionarios com a accepção de espinho.

III — Entram neste capitulo as cobras que têm peçonha, que são as seguintes:

Jararaca, da familia dos Viperideos (Lachesis lanceolatus, Lacep.). Em G. Soares, gereraca. — Para Baptista, pode derivar-se o nome de yara-roáy, que envenena a quem agarra.

Jararacuçú, da tesina familia Lachesis jararacuçú, Lacerda). — De jararaca, e açú grande.