tiára, estes vivem em ilhas no Rio de São Francisco, têm casas como cafuas debaixo do chão; estes quando os contrarios vêm contra elles botão-se á agua, e de mergullio escapão, e estão muito debaixo d’agua, têm frechas grandes como chucos, sem arcos, e com ellas pelejão; são muito valentes. comen gente, têm differente lingua. Outros que vivem muito pelo sertão a dentro, que dentro, que chamão Anhehim,[1] têm outra lingua. Outros que vivem em casas, que chamão Aracuaiati, têm outra lingua. Outros que chamão Cayuara, vivem em covas, têm outra lingua. Outros que chamão Guaranaguaçu,[2] vivem em covas, têm outra lingua. Outros muilo deutro no sertão que chamão Camuçuyara, estes têm mamas que lhes dão por baixo da cinta, e perto dos joelhos, e quando correm cingem-nas na cinta, não deixão de ser muito guerreiros, coment gente, têm outra lingua. Ha outra nação que chamão Igbigra-apuajara[3] senhores de paus agudos, porque pellejão com paus tostados agudos, são valentes, comem gente, tem outra lingua. Ha ouira que chamão Aruacuig,[4] vivem em casas, têm outra lingua, mas entendem-se com estes acima ditos, que são seus vizinhos. Outros ha que chamão Guayacatu e Guaya-
Página:Tratados da terra e gente do Brasil.pdf/203
Aparência