reminiscencias e foram até ao ponto. Antes perlustraram a zona do turfe, uma pequena porção da cidade onde se amontoam cocheiras e coudelarias de animaes de corridas, tende grandes ferraduras, cabeças de cavallos, panoplias de chicotes e outros emblemas hippicos, nos pilares dos portões, nas almofadas das portas, por toda parte onde taes distinctivos fiquem bem e dêm na vista.
A casa da velha preta ficava além do ponto, para as bandas da estação da estrada de ferro Leopoldina. Lá foram ter. Passaram pela estação. Sobre um largo terreiro, negro de moinha de carvão de pedra, médas de lenha e immensas tulhas de saccos de carvão vegetal se accumulavam; mais adiante um deposito de locomotivas e sobre os trilhos algumas manobravam e outras arfavam sob pressão.
Apanharam afinal o carreiro onde ficava a Maria Rita. O tempo estivera secco e por isso se podia andar por elle. Para além do caminho, extendia-se a vasta região de mangues, uma zona immensa, triste e feia, que vai até ao fundo da bahia e, no horizonte, morre ao sopé das montanhas azues de Petropolis. Chegaram á casa da velha. Era baixa, caiada e coberta com as pesadas telhas portuguezas. Ficava um pouco afastada da estrada. A’ direita havia um monturo: restos de cozinha, trapos, conchas de mariscos, pedaços de louça caseira — um sambaqui a fazer-se para gaudio de um archeologo de futuro remoto; á esquerda, crescia um mamoeiro e bem junto á cerca, no mesmo lado, havia um pé de arruda. Bateram. Uma pretinha moça appareceu na janella aberta.
— Que desejam?
Disseram o que queriam e approximaram-se. A moça gritou para o interior da casa:
— Vovó estão ahi dous moços que querem falar com a senhora. Entrem, façam o favor — disse ella depois, dirigindo-se ao General e ao seu companheiro.
A sala era pequena e de telha vã. Pelas paredes,