Página:Ultimos Sonetos.pdf/23

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VIDA OBSCURA


Ninguem sentio o teu espasmo obscuro,
Ó ser humilde entre os humildes sêres.
Embriagado, tônto dos prazeres,
O mundo para ti foi negro e duro.

Atravessaste no silencio escuro
A vida prêsa a tragicos deveres
E chegaste ao saber de altos saberes
Tornando-te mais simples e mais puro.