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MADONA DA TRISTEZA


Quando te escuto e te ólho reverente
E sinto a tua graça triste e bella
De ave medrosa, timida, singéla,
Fico a seysmar enternecidamente.

Tua voz, teu olhar, teu ar dolente
Toda a delicadeza ideal revéla
E de sonhos e lagrimas estrélla
O meu ser commovido e penitente.