Página:Ultimos Sonetos.pdf/45

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VOZ FUGITIVA


Ás vezes na tu'alma, que adorméce
Tanto e tão fundo, alguma voz escuto
De timbre emocional, claro, impolluto
Que uma voz bem amiga me paréce.

E fico mudo a ouvil-a, como a préce
De um meigo coração que está de luto
E livre, já, de todo o mal corrupto,
Mesmo as affrontas mais crueis esquéce.