Página:Ultimos Sonetos.pdf/53

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CÁRCERE DAS ALMAS


Ah! Toda a alma n’um carcere anda prêsa,
Soluçando nas trévas, entre as grades
Do calabouço olhando immensidades,
Mares, estrellas, tardes, natureza.

Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e sonhando, as immortalidades
Rasga no ethéreo Espaço da Pureza.