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ultimos cantos.
Grossos troncos a boiar!
O corrego, qu’inda ha pouco
No torrado leito ardia,
É já torrente bravia,
Que da praia arreda o mar.
Mas ah! do desditoso,
Que vio crescer a enchente
E desce descuidoso
Ao valle, quando sente
Crescer d’um lado e d’outro
O mar da alluvião!
Os troncos arrancados
Sem rumo vão boiantes;
E os tectos arrasados,
Inteiros, fluctuantes,
Dão antes crua morte,
Que asylo e protecção!
Porém no occidente
S’ergueu de repente
O arco luzente,
De Deos o pharol;
Succedem-se as cores,
Qu’imitão as flores,